É a vez do Mário: A Droga do Amor Platônico

A Droga do Amor Platônico
Mário nos presenteia esta semana com uma bela discussão a respeito dos amores e suas possiblidades, quando não impossiveis.



Amar ou não amar?
Eis a questão
Uma boa resposta?
Não

            Amor não-correspondido: se você fosse o Diabo, essa seria a cruz que persegue sua existência. Mas, sinceramente, quem não vive procurando a cruz ideal? Se, quando encontramos uma, ela não nos pertence, que culpa temos?
            A expressão ‘amor platônico’ (soa fenomenal, não concorda?) surgiu na época de Platão (eu realmente preciso reforçar a lógica da ligação entre as palavras?), quando este sofreu amores não-correspondidos ou... não-correspondidos em sua totalidade. Porém, esse ‘mal platônico’ não se contentou em arruinar somente a vida emocional de nosso querido filósofo.
            Como dito anteriormente, o amor surge de convivência. Isso significa que, no dia-a-dia, você pode se apaixonar perdidamente (como se o fato de estar apaixonado não fizesse de você um perdido) por qualquer pessoa, até mesmo por seu melhor amigo. Contudo, a pessoa pode não amá-lo como você gostaria, gerando o típico (e muito comum mundialmente) amor platônico. Obviamente, são poucas as pessoas sexual e amorosamente ativas que nunca sofreram problemas relacionados a isso. Podemos citar, por exemplo, nossa amiga Cinderela, que, após anos e anos de pura limpeza doméstica sem sequer ver um rapaz interessante, foi a um lindo baile em sua linda carruagem e lá encontrou ‘O’ lindo príncipe, que lhe deu um lindo beijo e foram (lindamente, claro) felizes para sempre. Mencionei que eles eram lindos? – Se você não for a Cinderela, continue lendo.
            Então, ao dar-nos conta de que um amor que sentimos não poderá ser correspondido, temos um dilema: o que fazer e/ou sentir? Existem várias possibilidades (ou sugestões, se preferir). Podemos matar, bater a cabeça na parede, cortar os pulsos (um abraço aos meus queridos companheiros EMOs!), xingar (é feio, mas pode ajudar), tentar esquecer (se funcionar em menos de uma semana, enviem-me a fórmula!), etc. Podemos sentir tristeza, ódio (raiva é para fracos e cães), depressão... Bom, devo acrescentar que alguns mudam seu modo de ser, de vestir e agir para conquistar aqueles seres que os desprezam (romanticamente, ao menos) sem piedade. Triste ilusão, embora funcione nos filmes.
O pior de tudo é que os únicos culpados são os sofredores. Afinal de contas, que culpa as pessoas tem de cruzar o seu caminho e agir de uma forma que se encaixe na sua imagem de amor ideal? Os sofredores sempre se perguntam: ‘Por que ele nem sequer me olha?’ ‘Por que ele não me dá o devido valor?’ ‘Por que, meu Deus, o senhor não faz uma exceção?’.
Depois de um tempo, de todo o sofrimento, ódio e isolamento, vêm a adaptação. Somos capazes de viver com isso, afinal de contas. E esse amor não-correspondido vai deixando de nos afetar, até sermos capazes de ignorá-lo* completamente. Enfim, estaremos prontos para um novo amor. Se for platônico, estaremos prontos e superaremos quantos forem necessários até que o nosso amor ‘eternamente correspondido’ chegue e seja mais um motivo para estarmos aqui, felizes.
E, se normalmente ‘termina’ assim, por que nos desesperamos?  Provavelmente porque se trata do amor. E o amor não é um quadro que compramos pronto, e sim uma tela branca na qual nós mesmos devemos pintar nossa vida e onde cada pincelada deve ser feita com uma técnica diferente, totalmente desconhecida.

*Acredito que um amor possa ser transformado (em ódio ou, raramente, em amizade), ignorado, afundado. JAMAIS esquecido, eliminado. É como se você tivesse apenas as opções ‘Maximizar’ e ‘Minimizar’, nunca ‘Fechar’. Portanto, um amor platônico ou um amor rompido sempre pode voltar à tona.


...

Dica(s), frase(s) e/ou conselho(s) da semana:

Amor platônico, segundo o Aurélio: Ligação amorosa sem aproximação sexual.

Músicas:
Party In The USA – Miley Cyrus
You And Me – Lifehouse

Filmes:
O Amor Pode Dar Certo (ou, em inglês, Griffin & Phoenix)
2012 (estreia 13 de novembro nos cinemas, sobre o fim do mundo)

Eu pensei que voltei do paraíso para buscar você. Mas amores platônicos devem permanecer no inferno.

Amor platônico à primeira vista, quem quer?

Quando amamos realmente alguém, elevamos a pessoa em um magnífico pedestal, o melhor que temos. Fazemos com que ela seja superior a qualquer outra coisa que nos faz feliz. Deixamos de ver a beleza nas coisas, nos gestos humanos, na música, no vento tocando a pele. Não damos valor ao que sempre está conosco, o que sempre nos acompanhará, e veneramos algo que pode acabar a qualquer instante. Pedestais não influenciam no amor. Por isso, quebre-os. Não é difícil, acabei de quebrar um.


Mário!



Posted by Joel Silva on 17:28. Filed under . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0

2 comentários for É a vez do Mário: A Droga do Amor Platônico

  1. Mario,
    a-dorei seu post sobre o amor platonico e
    tenho qe admitir qe tbm gostei mto de seu post sobre amor a primeira vista...
    continua a postar sempre aqi, qe eu certamente continuarei lendo :D

    ps: Party in USA, it's just perfect!

  2. Eu escrevi mesmo isso? Fazia tempo que não lia... Realmente devo me empenhar mais no meu futuro best-seller.

    Isso é muito estranho, estou refletindo sobre minha própria reflexão. O Mário estava meio morto mesmo!

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